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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Detalhe Fossa Séptica


FOSSA SÉPTICA

José Claudio Cardoso de Oliveira
Técnico de Saneamento




1.UTILIZAÇÃO
A fossa séptica é um dispositivo de tratamento do esgoto sanitário de prédios providos de instalações hidráulico-sanitárias e que tenha suprimento de abastecimento de água satisfatório para atender a limpeza dos vasos sanitários.
Todos os despejos domésticos oriundos de cozinhas, tanques de lavar roupas, chuveiros, lavatórios, vasos sanitários, bidês, banheiras, mictórios e ralos de pisos de pisos de compartimentos internos, devem ser encaminhados à fossa séptica.
Os despejos de cozinhas deverão passar por uma caixa de retenção de gorduras, evitando que as tubulações de esgotos sejam obstruídas pela aderência de gorduras nas suas paredes e como também, o seu excesso venha prejudicar o seu bom funcionamento.
Os esgotos de água pluviais não devem ser encaminhadas às fossas sépticas.


2.DESCRIÇÃO E FUNCIONAMENTO


As instalações de fossas sépticas são regulamentadas pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da NB-41/81.
A fossa séptica é uma caixa de passagem do esgoto doméstico, que retém as matérias orgânicas e inorgânicas em suspensão, deixando passar um efluente líquido com um grande índice de redução de contaminação, cujo destino final será uma fossa sumidouro (absorvente) ou valas de infiltração pré-dimensionadas para receber o seu volume líquido. Devemos considerar como campo de absorção dos efluentes, somente as paredes laterais das valas de infiltração e das fossas sumidouros. As paredes deverão ser construídas com materiais e dispositivos que facilitem sua percolação no terreno.
No interior da fossa séptica, o esgoto desloca-se horizontalmente e com pequena velocidade, nela permanecendo durante certo período, conhecido por tempo de detenção, que não ultrapassa poucos dias, e que, pela NB-41/81, deve estar compreendido entre 12 e 24 horas.
A pequena velocidade de escoamento permite que as partículas mais densas decantem, sob a ação da gravidade, para formar o lodo, e que as menos densas subam para flutuar na massa líquida, constituindo a escuma.
O material decantado, além de conter partículas minerais, também possui partículas orgânicas, que por aquelas foram arrastadas para baixo. Essas partículas orgânicas, que vão ter ao fundo, podem posteriormente ser impelidas para cima pelas bolhas gasosas resultantes da digestão do lodo, indo localizar-se na camada de escuma ou sai com o efluente. Assim, dentro da fossa continuamente algumas partículas descem enquanto outras sobem, entrechocando-se, o que retarda o seu pavimento.
Para evitar que o esgoto permaneça no interior da fossa, por um tempo inferior ao tempo de detenção previsto, são adotados dispositivos de entrada e de saída como tês, gincanas ou cortinas que servem também para evitar a saída das escumas e facilitar a saída dos gases.
O lodo fresco, parte do esgoto que vai ficar retido na câmara de digestão, sofrerá uma decomposição orgânica. A decomposição do lodo só se completa no interior da fossa, se nela permanecer por um tempo mínimo equivalente ao período de digestão, que varia com a temperatura. Exemplificando, para 10o.C, 76 dias e para 32O.C, 25 dias, aproximadamente.
Após ser totalmente digerido o lodo decorrente do 1o. dia de uso da fossa nela continua depositado durante um tempo denominado período de armazenamento , correspondente a no mínimo 10 (dez) meses, quando a fossas dever ser aberta para a devida remoção do lodo.
A abertura das fossas sépticas deverão ser procedidas com cuidados necessários para se evitar acidentes provenientes de explosões, resultantes da combustão de gases que estão retidos no interior da mesma.
O intervalo de tempo entre o período de digestão mais o período de armazenamento constitui o período de limpeza.
O lodo e a escuma sofrem a ação das bactérias anaeróbias, transformando-se gradualmente em líquidos e gases(amoníaco, gás sulfúrico e outros, que acabam por desprender-se na atmosfera. A maior parte desses gases resulta da digestão do lodo.
Portanto, o lodo fresco perde volume durante a sua digestão. Quando totalmente digerido fica reduzido a um quarto do seu volume inicial, apresentando aspecto homogênio, com coloração escura e cheiro de alcatrão.
Os organismos patogênicos existentes no lodo são em grande parte destruídos, durante o processo de digestão. Embora os ovos de vermes possam sobreviver, o lodo, quando seco pode ser utilizado sem perigo como adubo.
É fato comprovado que a fossa séptica mesmo bem projetada, o seu efluente ainda possui de 30 a 40% de sólidos em suspensão e uma demanda bioquímica de oxigênio não inferior a 30% dos valores referentes ao esgoto afluente.
Quanto menor for o teor de sólidos em suspensão no efluente, mais lenta será a colmatação do terreno nos sumidouros, valas de infiltração e do leito de areia nas valas de filtração.
A presença de matéria orgânica no efluente é comprovada pelo odor desagradável desprendido. Sua total mineralização ocorre pela ação das bactérias saprófitas em qualquer sistema de infiltração e/ou filtração.
Sanitariamente o efluente provenientes da fossa séptica é considerado um líquido perigoso a saúde das pessoas, pois poderá conter bactérias patogênicas, ovos de vermes e cistos não removidos pela fossa, por algum motivo inerente ao seu mau funcionamento.


3. PROJETO DA FOSSA SÉPTICA DE COMPARTIMENTO ÚNICO
Na fossa séptica de compartimento único o fenômeno de decantação e da digestão processam-se conjuntamente
As zonas de processamento aparecem da seguinte forma (de baixo para cima):
• Zona de Digestão (câmara de digestão) onde os lodos são armazenados;
• Zona de decantação (câmara de decantação) onde o esgoto escua horizontalmente;
• Zona de escumas (câmara de escuma),onde flutuam as graxas e gorduras, sem que haja separação material entre elas.
As fossas sépticas podem ser cilíndricas ou prismáticas:


DIMENSIONAMENTO:

O volume útil do tanque séptico é dado pela seguinte fómula:
V = N (CT + 100Lf)
V - Volume útil em litros
N - Número de contribuintes
C - Contribuição de esgotos em litros por pessoa por dia (tabela 1)
T - Período de retenção em dias (tabela 2)
Lf - Contribuição de lodo fresco em litros por pessoa (tabela 3)



3.1. DIMENSÕES INTERNAS DA FOSSA SÉPTICA CILÍNDRICA:
DIÂMETRO: (f)


- mínimo: 1,00m;
- máximo; duas vezes a altura útil;


ALTURA ÚTIL(h)


- mínima 1,00m.
- máximo: 2,50m
ALTURA LIVRE: 0,30cm (distância entre a geratriz inferior do tubo de saída e a laje de cobertura da fossa, destinada ao acúmulo de gases e escumas.


http:/www.melhoriassanitarias.com.br

Imagens Google

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Locação da Fossa e Barração de Obra

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Tabela - Fossas Sépticas

As fossas sépticas, uma benfeitoria complementar às moradias . São fundamentais no combate à doenças, verminoses e endemias (como a cólera, por exemplo), pois evitam o lançamento dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos ou mesmo na superfície do solo. O seu uso é essencial para a melhoria das condições de higiêne das populações rurais.
Esse tipo de fossa nada mais é do que um tanque enterrado, que recebe os esgotos (dejetos e águas servidas), retém a parte sólida e inicia o processo biológico de purificação da parte líquida (efluente). Mas é preciso que esses efluentes sejam infiltrados no solo para completar o processo biológico de purificação e eliminar os riscos de contaminação.
As fossa sépticas não devem ficar muito perto das moradias (par evitar mau cheiro) nem muito longe (para evitar tubulações muito longas, que são mais caras e exigem fossa mais profundas, devido ao caimento da tubulação). A distância recomendada é 6m.
Elas devem ser construídas do lado do banheiro, para evitar curvas nas canalizações. Também devem ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços ou de qualquer outra fonte de captação de água (no mínimo, a 30m de distância), para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento.
O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas da moradia. Ela é dimensionada em função de um consumo médio de 200 litros de água por pessoa, por dia. Sua capacidade, entretanto, nunca deve ser inferior a 1.000 litros.
As fossa sépticas podem ser de dois tipos:
- Pré-moldadas;
- Feitas no local.


1) Fossas sépticas pré-moldadas


As fossas sépticas pré-moldadas têm formato cilindrico. No mercado há dois tipos, independentemente de sua capacidade:
- Inteiriças, constituidas de uma única peça;
- De anéis, com encaixes macho e fêmea, para sobreposição.
Para volumes maiores é recomendável que a altura não seja maior que o dobro do diâmetro, para que a fossa funcione bem. Preste atenção neste detalhe, principalmente quando a fossa for de anéis sobrepostos.
A instalação de uma fossa séptica pré-moldada começa pela escavação do buraco onde ela vai ficar enterrada no terreno, em seguida, o fundo do buraco deve ser compactado, nivelado e coberto com uma camada de 5cm de concreto magro. Nas fossas de anés sobrepostos, é preciso fazer uma camada de concreto magro. Nas fossas de anéis sobrepostos, é preciso fazer uma laje de 7cm de concreto armado do fundo do beuraco, sobre uma camada de concreto magro .
Finalmente, a fossa pr-e-moldada é colocada no lugar.
A tubulação que liga a caixa de inspeção (da rede de esgoto da moradia) a fossa séptica deve ter um caimento de 2%, no mínimo, ou seja, 2cm por metro de tubulação. Para tanto, o topo do buraco da fossa deverá ficar num nível inferior ao da saída da caixa de inspeção.
As fossas sépticas pré-moldadas podem ser adquiridas diretamente dos seus fabricantes. Eles também dão cotações sobre a sua montagem no local. Os seus endereços constam das páginas amarelas das listas telefônicas, em geral sob o título "Concreto - Pré-moldados".
Ao comprar fossas sépticas pré-moldadas, sempre dê preferência àquelas fabricadas segundo as Normas Técnicas Brasileiras". As que não seguem essas normas não funcionam bem.

2)Fossas sépticas feitas no local

As fossas sépticas feitas no local têm formato retangular. Para funcionar bem, elas devem ter as seguintes dimensões:


FÓSSAS SÉPTICAS RETANGULARES

Número de pessoas Dimensões internas Capacidades (litros)
Comprimento Largura Altura




A execução desse tipo de fossa também começa pela escavação do buraco, onde a fossa vai ficar enterrada no terreno.
O fundo do buraco deve ser compactado, nivelado e coberto com uma camada de de 5cm de concreto magro, é feita uma laje de concreto armado de 7cm de espessura.
Uma maneira fácil e econômica de construir esse tipo de fossa é usar blocos de concreto e placas pré-moldadas de concreto.
As paredes feitas com blocos de concreto de 15cm ou de 20cm de largura. Durante a execução da alvenaria, já devem ser colocados os tubos de limpeza (esgotamento), de entrada e de saída da fossa e deixadas ranhuras para encaixe das placas de separação das câmaras.
As paredes internas da fossa devem ser revestidas com argamassas à base de cimento.
As paredes internas das câmara (chicanas) e a tampa da fossa são feitas com placas pré-moldadas de concreto. Para a separação das câmaras são necessárias cinco placas: duas de entrada e três de saída. Essas placas têm 4cm de espessura e a armadura em forma de tela.
A tampa é subdividida em duas ou mais placas, dependendo do tamanho da foossa para facilitar sua execução e até a sua remoção, em caso de necesidade. Essas placas têm 5cm de espessura e a sua armadura também é feita em forma de tela.
A concretagem das placas deve ser feita sobre uma supefície bem lisa, revestida de papel, para evitar a aderência do concreto ao piso onde é feita a concretagem, uma vez que as fôrmas não têm fundo.
As placas prontas das chicanas são encaixadas nas ranhuras deixadas nas paredes da fossa. As da tampa são simplesmente apoiadas sobre as paredes da fossa.

LIGAÇÃO DA REDE DE ESGOTO À FOSSA

A rede de esgoto da moradia deve passar inicialmente por uma caixa de inspeção, que serve para fazer a manutenção periódica da tubulação, facilitando o desentupimento, em caso de necessidade. Essa caixa deve ter 60cm x 60cm e profundidade de 50cm. Deve ser construída a cerca de 2m de distância da casa, num buraco de 1m x 1m, com profundidade de 0,5m a 1m.

O fundo desse buraco deve ser bem compactado e receber uma camada de concreto magro.
As paredes da caixa podem ser feitas com blocos de concreto de 10cm de largura.

O fundo e as paredes dessa caixa devem ser revestidos com uma argamassa à base de cimento.
A caixa de inspeção é coberta com uma placa pré-moldada de concreto com 5cm de espessura.
A ligação da rede de esgoto da moradia à fossa séptica deve ser feita com tubos de 10cm de diâmetro, assentados numa valeta e bem unidos entre si. O fundo da valeta deve ter caimento de 2%, no sentido da caixa de inspeção para a fossa séptica, ser bem nivelado e compactado.

DISTRIBUIÇÃO DOS EFLUENTES NO SOLO

Há duas maneiras de distribuir os efluentes no solo:
- Valetas de infiltração;
- Sumidouros.
A utilização de um ou outro vai depender do tipo do solo (mais poroso ou menos poroso) e dos reursos disponíveis para a sua execução.

1) Valetas de infiltração
Esse sistema consiste na escavação de uma ou mais valetas, nas quais são colocados tubos que permitem, ao longo do seu comprimento, escoar para dentro do solo os efluentes provenientes das fossa séptica.
O comprimento total das linhas de tubos depende do tipo de solo e da quantidade de efluente a ser tratada. Em terrenos mais porosos (como arenosos), 8m de tubos por pessoa são suficientes. Em terrenos menos porosos (como os argilosos), são necessários 12 m de tubo por pessoa. Entretanto, para um bom funcionamento de sistema , cada linha de tubos não deve ter mais que 30m de comprimento.
Quando o terreno não permite a construção das valetas nas quantidades e nos comprimentos necessàrios, pode ser feito um número maior de ramificações, de comprimentos menores. É o caso da ocorrência de obstáculos (uma árvore ou rocha) ou da inexistência de espaço suficiente. (limite da propriedade.
Os tubos devem ter 10cm de diâmetro e ser assentados sobre uma camada de 10cm de pedra britada ou cascalho, colocadas no fundo das valetas de infiltração. Os quatro primeiros tubos que saem da fossa devem ser unidos entre si. Entre os demais tubos deve ser deixado um espaço de 0,5cm , para permitir o vazamento do efluente à medida que ele desce pelos tubos. Junto a esses espaços, os tubos devem ser cobertos (apenas na parte de cima com um pedaço de lona plástica ou outro material impermeável, para evitar a entrada de terra na tubulação.
Em seguida as valetas são fechadas com uma camada de brita, até meia altura e o restante co m o próprio solo.
Nos entroncamentos ou ramificações de tubos é recomendável o uso de caixas de distribuição.

2) Sumidouro
O sumidouro é um poço sem laje de fundo que permite a penetração do efluente da fossa séptica no solo.

O diâmetro e a profundidade dos sumidouros depende das quantidades de efluentes e do tipo de solo. Mas não devem ter menos que 1m de diâmetro e mais que 3m de profundidade.
Os sumidouros podem ser feitos com blocos de concreto ou com anéis pré-moldados de concreto.
A construção de um sumidouro começa pela escavação do buraco no local escolhido, a cerca de 3m da fossa séptica e num nível um pouco mais baixo, para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade. A profundidade do buraco deve ser 80cm maior que a altura final do sumidouro.
É recomendável que o diâmetro dos sumidouros com paredes de blocos de concreto não seja inferior a 1,5m para facilitar o assentamento. Os blocos só podem se assentados com argamassa de cimento e areia nas juntas horizontais. As juntas verticais não devem receber argamassa de assentamento, para facilitar oi escoamento dos efluentes.
Se as paredes forem feitas com anéis pré-moldados de concreto, eles devem ser apenas colocados uns sobre os outros, sem nenhum rejuntamento, para permitir o escoamento dos efluentes.
Esses anéis podem ser adquiridos diretamente de fabricantes locais de pré-moldados de concreto ou de artfatos de cimento.
A laje ou tampa dos sumidouros pode ser feita com uma ou mais placas de concreto. Elas podem ser executadas no próprio local ou adquiridas diretamente dos fabricantes de pré-moldados ou artefatos de cimento da região.


http://www.sitengenharia.com.br/tabelafossa.htm
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